Coleção JRC - Jair Rodrigues Carvalho

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Área de identificação

Código de referência

BR MTAPMT JRC

Título

Jair Rodrigues Carvalho

Data(s)

  • 1978 (Acumulação)
  • 1973 - 2017 (Produção)

Nível de descrição

Coleção

Dimensão e suporte

Levando em consideração as imagens que possuem negativos e fotografias reveladas, o montante total do conjunto iconográfico soma 1.010 registros. Acrescentando-se anexos, anotações, recortes de jornais e mapas, o montante se converte em 1.016 registros. No que diz respeito à organização de três álbuns que compõem o acervo, notadamente, no grupo CODEMAT (CD), Álbum Primeiro (CD.AP), Álbum Segundo (CD.AS) e Álbum Terceiro (CD.AT), há duplicidade na composição do acervo com fotografias reveladas e não reveladas em formato de negativos, ou seja, trazendo itens cujo conteúdo aparece duas vezes, ora sob a forma de fotos reveladas (em papel fotográfico) e ora sob a forma de seus respectivos negativos (negativo acetato 35mm). Optamos, durante o tratamento técnico das fotos, por privilegiar as imagens reveladas organizadas nos álbuns, uma vez que as mesmas se encontram em melhor estado de conservação. Isso devido à tentativa de preservar a organização feita pelo produtor e doador dos registros, Jair Rodrigues Carvalho. Sem referida duplicidade, o número de registros diminui de 1.010 e passa a somar 804 imagens, 810 com os anexos. Quase que a totalidade do conjunto (fundo arquivístico) é composto de documentos iconográficos, com exceção de apenas um único item: o áudio da entrevista gravada com o produtor e doador das imagens. Com isto, soma-se 810 imagens e 1 áudio, organizados, por sua vez, em 223 itens arquivísticos, descritos unitariamente e no formato de dossiês (agrupados por uma lógica sequencial e por temas de afinidades).

Área de contextualização

Nome do produtor

História do arquivo

Acervos de origem privada (fundos privados) reivindicam dos profissionais de arquivo certa dose diferenciada de sensibilidade. Não foram as instituições Companhia de Desenvolvimento do Estado de Mato Grosso (CODEMAT), Instituto de Terras do Estado de Mato Grosso (INTERMAT) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) que produziram, acumularam e doaram o conjunto iconográfico ora apresentado, mas Jair Rodrigues Carvalho, e isto pede atenção arquivística especial. De 1974 a 2007, recorte temporal da produção das imagens, Jair Rodrigues Carvalho fotografou profissional e subjetivamente, de maneira que os interesses do “técnico Jair” e da “pessoa Jair” estiveram desde o início entrelaçados. Da escolha pelo “o quê” ou “quem” registrar, por qual negativo revelar, por quais fotos comporiam álbuns etc., Jair Rodrigues Carvalho fez escolhas. No momento, é inoportuno argumentar sobre tais escolhas, importa apenas registrar sua existência, tendo em vista que esforçamo-nos para que as mesmas pudessem ser supostas e problematizadas pelos pesquisadores, mediante recursos técnicos condizentes com os traços de procedência. Gentilmente concedidas pelo doador à equipe do Arquivo Público do Estado de Mato Grosso (APMT) ao longo do primeiro semestre de 2016, as entrevistas foram cruciais para elencar detalhes do conteúdo das imagens e para criar o arranjo. Fruto disto, Jair Rodrigues Carvalho tornou-se a principal base das descrições das imagens - que contêm, inclusive, citações diretas de falas, transcrições, sempre acompanhadas de aspas e das iniciais “JRC”. Recorremos também às pesquisas em outras documentações, bibliografia e sites de acervos documentais, tais como, o da Imprensa Oficial do Estado de Mato Grosso e o da hemeroteca digital da biblioteca do Arquivo Nacional. Conforme afirmou o protagonista das imagens, “tudo tem sua hora” (JRC), tão logo sua trajetória de vida e os diferentes contextos de Mato Grosso se expressam em cada uma das instituições as quais passou: CODEMAT, INTERMAT e SEMA. Estas dão nome aos três grupos arquivísticos do fundo. Com exceção das fotografias organizadas em álbuns, os itens foram doados de forma desorganizada. Negativos e fotos reveladas foram, então, organizados por conteúdo, observando eventuais datas e localizações geográficas afins. Posteriormente, todo este arranjo foi aprovado e por vezes reorganizado durante as entrevistas. O quarto e último grupo arquivístico deriva quase que em sua totalidade destes momentos de conversa com Jair Rodrigues Carvalho: momento em que ele mesmo lançou mão de anotações em mapas para explicar ocorridos constantes nas imagens. De título homônimo, ANEXOS, destaca-se neste grupo também o áudio da única entrevista, cuja autorização de divulgação foi concedida por Jair Rodrigues Carvalho.

Procedência

Os itens foram doados por volta do ano de 2007 pelo próprio produtor das imagens, Jair Rodrigues Carvalho. Durante entrevistas concedidas pelo mesmo à equipe do Arquivo Público do Estado de Mato Grosso (APMT), o nome de Aníbal Alencastro, irmão do então superintendente de Arquivo Público, José Fernandes de Alencastro, apareceu como sendo o personagem mediador da doação. Tal questão é importante para construirmos hipótese acerca da data de doação: 2007, quando J. F. de Alencastro era superintende. Este primeiro conjunto de fotografias tem formato analógico. Ademais, no decorrer das entrevistas, ainda no primeiro semestre do ano de 2016, uma segunda parcela de fotografias foi entregue também pelo produtor dos registros. Neste segundo caso, passaram a compor o conjunto os itens ora organizados no grupo CODEMAT (CD), séries Juína Vera (CD.JV) e Passagem do Projeto (CD.PP), bem como todos os itens que compõem o grupo SEMA (SM), desta feita em formato digital. Importa destacar também o conteúdo do grupo ANEXOS (AX), notadamente a série Mapas (AX.MP). Este é produto de um exercício de Jair Rodrigues Carvalho ao explicar roteiros de viagens e distribuições de loteamentos, no decorrer das entrevistas, mediante anotações em filmes de poliéster localizados sobre dois mapas. Do mesmo modo a série Entrevista (AX.ET), correspondente à única entrevista cuja autorização de divulgação nos foi concedida pelo mesmo, feita em fevereiro de 2017.

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Natural de Cambará, nascido em 1938, Jair Rodrigues Carvalho se mudou para Madaguari, ambas cidades do Paraná, e, posteriormente, para Piracicaba, São Paulo, a fim de buscar estudo escolar. Retornou ao Paraná com o mesmo objetivo, agora para a cidade de Curitiba, onde finalizou o ensino básico e ingressou no curso de Agronomia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 1964. Concluiu o curso em 1967, e já em 1973 se mudou para Cuiabá, quando da oportunidade de ser contratado pela extinta Companhia de Desenvolvimento do Estado de Mato Grosso (CODEMAT).
Em Mato Grosso, lecionou na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) por pouco tempo, e logo se dedicou tão somente aos trabalhos de aerofotogrametria e fotointerpretação, dentre outras atividades do ramo, na CODEMAT. Ocupou cargos estratégicos na instituição, à propósito das atividades de colonização, com destaque à elaboração e implantação do Projeto Juína. Transferido por volta de 1986 para o Instituto de Terras do Estado de Mato Grosso (INTERMAT), e, em meados dos anos 1990, para a antiga Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEMA), hoje Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA). Passou por contextos diferentes das políticas econômicas mato-grossenses, acumulando considerável volume de fotografias que variam, em conteúdo, de acordo com cada momento de registro, sobretudo em consequência do seu prazer pessoal por fotografar.
O recorte temporal de produção das fotografias do fundo vai de 1973 a 2007. Enquanto servidor público da CODEMAT, registrou viagens de fiscalização e acompanhamento de fundação de cidades em áreas onde as fixações urbanas da modernidade “ainda” não haviam se solidificados, durante os anos 1970 e 1980; no INTERMAT, problemas relacionados às posses e ocupações de terras conquistaram a atenção das fotos de Jair. R. Carvalho; diferentemente das fotografias registradas enquanto funcionária da SEMA, já nos anos 2000, em viagens de fiscalização das condições de preservação de quatro parques estaduais de Mato Grosso.
Jair R. Carvalho se aposentou enquanto servidor da SEMA, embora tenha dado continuidade aos trabalhos, acumulando cargo de função comissionada na mesma instituição, até o ano de 2008. Doou 1.010 registros fotográficos para o APMT. A maior parte em negativos sem revelação, mas também fotografias e algumas slides.

Avaliação, selecção e eliminação

Jair Rodrigues Carvalho doou ao Arquivo Público de Mato Grosso (APMT) registros fotográficos em negativos sem revelação, fotografias reveladas e algumas slides, além de itens em formato digital. Além de outras questões, em variações como estas, conhece-se escolhas da informação selecionada para o destaque e demonstração às demais pessoas: o "o quê" ou o "quem" de opções para os destaques. Intuindo dar evidência aos casos com itens em duplicidade, optamos por privilegiar as imagens reveladas, organizadas nos álbuns, uma vez que as mesmas se encontravam em melhor estado de conservação e devido à tentativa de preservar a organização feita pelo produtor e doador dos registros.

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo


  • Grupo CODEMAT (CD): composto de 17 séries: Vera (CD.VR), Juína Vera (CD.JV), Caiabi Rikbaktsa (CD.CR), Aripuanã CONCISA (CD.AO), Passagem do Projeto (CD.PP), Projeto Panelas (CD.PN), Juína Aripuanã (CD.JA), Fiscalização Juruena (CD.FJ), IBC Juína (CD.IJ), Aripuanã Colniza (CD.AC), INDECO (CD.ID), Divisa (CD.DV), São Francisco (CD.SF), Panelas CONCISA (CD.PC), Álbum Primeiro (CD.AP), Álbum Segundo (CD.AS) e Álbum Terceiro (CD.AT).
  • Grupo INTERMAT (IT): contendo apenas uma série: Fiscalização (IT.FC).
  • Grupo SEMA (SM): composto de 4 séries: Parque Cristalino (SM.PC), Parque Xingu (SM.PX), Parque Ricardo Franco (SM.PRF) e Parque Santa Bárbara (SM.PSB).
  • Grupo ANEXOS (AX): composto de 3 séries: Anotações e Recortes (AX.AR), Mapas (AX.MP) e Entrevista (AX.ET).

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Condiçoes de reprodução

Idioma do material

Script do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de descrição

Área de documentação associada

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

Descrições relacionadas

Área de notas

Nota

A fim de contribuir com o melhor entendimento do conteúdo e organização do fundo, propomos a seguinte síntese, feita com base em evidências das responsabilidades de cada uma das três instituições pertinentes: CODEMAT, INTERMAT e SEMA.

  • A CODEMAT foi criada em 1966, primeiro como Comissão de Desenvolvimento do Estado de Mato Grosso, e apenas no ano seguinte, 1967, foi reorganizada enquanto Companhia. Tratava-se, à época, de uma sociedade de economia mista, com 51% de controle estatal. Ligada sempre a órgãos de estreita proximidade com os governadores do estado, a exemplo da Secretaria de Estado de Governo (1966), da Secretaria de Planejamento e Coordenadoria Geral (1972) e do Gabinete de Planejamento e Coordenação de Governo (1979), a CODEMAT prestou serviços de negociação de empréstimos com instituições financeiras, coordenou implementações de lotes urbanos e rurais, criação de rodovias, com a finalidade de “promover a colonização”, o “desenvolvimento mato-grossense”, a “racionalização administrativa destes processos” etc. Também por isto, atuou, direta ou indireta, em trabalhos com empresas colonizadoras privadas, tais como com a Integração Desenvolvimento e Colonização (INDECO), e com órgãos federais, a exemplo do Instituto Brasileiro de Café (IBC).
  • O INTERMAT, instituição igualmente ligada aos assuntos fundiários e de acesso a terra em MT, teve origem mais propriamente jurídica, menos econômica, se comparada à CODEMAT. Em 1976, o Departamento de Geografia e Geologia, da Secretaria de Agricultura, transformou-se, por força de decreto estadual, em instituto: o INTERMAT. Havia urgência no caso, tendo em vista as necessidades de regularização das terras existentes, algumas destas oriundas de acessos indevidos.
  • A SEMA, decorrente de um objeto de atenção bem mais recente em MT, o meio ambiente, foi criada no ano de 2005, substituindo a então Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEMA), conforme citado anteriormente. Neste sentido, nasceu com as missões gerais de “preservação”, “conservação” e “recuperação ambiental”, visando, desta feita, o “desenvolvimento sustentável”.

Identificador(es) alternativos

Pontos de acesso

Pontos de acesso local

Ponto de acesso nome

Pontos de acesso de gênero

Área de controle da descrição

Identificador da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Status

Nível de detalhamento

Datas de criação, revisão, eliminação

Idioma(s)

Sistema(s) de escrita(s)

Fontes

Zona da incorporação

Pessoas e organizações relacionadas

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